segunda-feira, 13 de setembro de 2010

...ao vazio que a língua sente
na boca da criança que perdeu o primeiro dente
ao vazio que meu filho sente

por ter um pai ausente
ao vazio da minha sobrinha

que nosso amor não sacia
ao vazio do universo
que seria maior sem nosso verso

ao vazio de todos nós
que é avesso ao preenchimento
deixo aqui o meu tributo

substrato do delírio
abstrato do afeto

a esse doce desespero

açucarado como bala
que dissolve na saliva do tempo...

a beleza flui e tem um quê de melancolia

8 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Belíssimo, guru!

Se.és.vazia não se nada... :)

Mirze Souza disse...

Fantástico, GURU!

Amo os vazios da alma e da poesia!

Só você poderia preenchê-lo com tanta beleza!

Beijos, poeta e musico!

Mirze

Luciano Fraga disse...

Guru amigo, nem açucarando o tempo perdoa,nem abre mãos de suas armadilhas...Abraço irmão.

Beti Timm disse...

Fui dar um chego lá no Rosa e te vi, me deu saudades de ti!

beijinhos

Beti Timm disse...

Posso colocar este teu texto no meu Facebook(com os devidos créditos e claro)? Amei!!

Lin disse...

É verdade!

Erica Vittorazzi disse...

O vazio vem acoplado a nossa mente ou ao nosso espírito, não sei.


beijos

Cleo Borges disse...

Guru, Maravilhoso e tocante...Foi lá na alma...E a beleza sempre trouxe um pouco de vazio. Quem experimenta sabe disso...
bjos Cléo Borges

 
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