Éras liiiinda,
pulsavas e me amavas...
e me olhavas
olhavas muuuito
um olhar pidão
daqueles impossível de
se negar o que pedias
Acordei meio culpado
E lembrei com alívio
Que já lhe dava
O que querias
Que seu olhar pidão
Era gratidão por saber
Que entre o que querias
E o que recebias existia eu
Teu desejo
terça-feira, 28 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
O piano e o divã

Enquanto são
Quando deixam de ser
Já não são mais...
Mas alguma coisa permanece
Nada se dilui por completo
Traços de nós prosseguem
No traçado de cada um
Parte de mim em ti
Manifesta um pouco
Do muito que fomos
Parte de ti em mim
Recompõe meu devir
No perpétuo dever de renovar
Sem esquecer o que foi
E eu relembro...
Eu sou tu ele ela nos vós eles elas
Eu sou sendo
E vou sendo
Dançando...
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
subliminar
Pela leveza
Da pluma que plana
E pousa serena na planta
Da palma
Entre o céu e a terra
Tudo encerra
Sua densidade
E sua aparência esconde verdades
Que se lhe apresentam
Num leve mistério
Vestida de Novo
E noiva do tempo
Bons ventos lhe sopram...
Voal que seduz
E sugere o encanto
Te laça e conduz
A um novo encontro
Que não se revela pra que permaneça
E aqueça o convívio com sua beleza
SERENA
Da pluma que plana
E pousa serena na planta
Da palma
Entre o céu e a terra
Tudo encerra
Sua densidade
E sua aparência esconde verdades
Que se lhe apresentam
Num leve mistério
Vestida de Novo
E noiva do tempo
Bons ventos lhe sopram...
Voal que seduz
E sugere o encanto
Te laça e conduz
A um novo encontro
Que não se revela pra que permaneça
E aqueça o convívio com sua beleza
SERENA
BÁSICO

A condição básica
para que se esteja
bem acompanhado
é estar-se inteiramente só
para que se esteja
bem acompanhado
é estar-se inteiramente só
imagem: http://www.riversoft.com.br/
domingo, 5 de outubro de 2008
inspiração III ou IV
Portais dos espaços-tempo
Alinham-se em conjunção
E se abrem em sincronia
Desfazendo a agonia
Refazendo a união
Dos de antes com o agora
Soprando pelas eras
Afinando minha vida...
Eu diante do portal
No peito o violão
Numa mão uma palheta
E na outra o Digital
Sentindo-me um guardião
Sob o vento ancestral
Leão de chácara divino
Das meninas e meninos
Que gritam em meu vocal...
Do topo do presente
Do oco da garganta
Ouço o eco do grito
No nicho da gruta
E olho pra frente...
Na greta do tempo sou grato
Levo a alma da alma pra’lém
Do futuro e da esperança
Pra’lém...
Alinham-se em conjunção
E se abrem em sincronia
Desfazendo a agonia
Refazendo a união
Dos de antes com o agora
Soprando pelas eras
Afinando minha vida...
Eu diante do portal
No peito o violão
Numa mão uma palheta
E na outra o Digital
Sentindo-me um guardião
Sob o vento ancestral
Leão de chácara divino
Das meninas e meninos
Que gritam em meu vocal...
Do topo do presente
Do oco da garganta
Ouço o eco do grito
No nicho da gruta
E olho pra frente...
Na greta do tempo sou grato
Levo a alma da alma pra’lém
Do futuro e da esperança
Pra’lém...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
DO VAGÃO
Nossa humanidade se roçou
Gostei do rela-rela
Você me deixou naquela
Os ressaltos ao longo dos trilhos
Já não são entediantes
Tornaram-se interessante
Soam como estribilhos
Que colorem e trazem brilho
Ao compasso da viagem
Ir contigo na paisagem
Dá sentido à bagagem
Que sem ti seria peso
Que senti como desprezo
Que o preso sentiria
Nu na fria solitária
Caso o acaso não trouxesse
Teu calor como agasalho
Gostei do rela-rela
Você me deixou naquela
Os ressaltos ao longo dos trilhos
Já não são entediantes
Tornaram-se interessante
Soam como estribilhos
Que colorem e trazem brilho
Ao compasso da viagem
Ir contigo na paisagem
Dá sentido à bagagem
Que sem ti seria peso
Que senti como desprezo
Que o preso sentiria
Nu na fria solitária
Caso o acaso não trouxesse
Teu calor como agasalho
CONTRATO
Imagem retirada de http://www.teatroguaira.blogspot.com/
Tudo bem
Aceito ser feliz contigo
até que alguma morte nos separe
Já que invariavelmente nos separaremos
Determinemos critérios
Que morra o tesão
mas não o carinho
Que morra a paixão
mas não a amizade
A disposição de convivência
mas não o respeito
Mas, se nada disso morrer
envelheçamos juntos
de amor
até que a morte física nos separe
Aceito ser feliz contigo
até que alguma morte nos separe
Já que invariavelmente nos separaremos
Determinemos critérios
Que morra o tesão
mas não o carinho
Que morra a paixão
mas não a amizade
A disposição de convivência
mas não o respeito
Mas, se nada disso morrer
envelheçamos juntos
de amor
até que a morte física nos separe
EM VERDADE VOS DIGO

Tu és uma puta
Esclarecida
Que sabe de si
De nível superior
Uma puta particular
Freqüentada por mim
Não pública
Reconhecida
E valorizada pelo seu dono
Que sabe-se de mim
Com direito ao requinte
E ao luxo do recato
Tu és minha
Muito minha!
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